Às vezes fico pensando na inexistência das coisas e me deparo com minha própria inexistência. Existir é uma coisa tão complexa e inexplicável que chega a parecer inacreditável. O que é existir? O que não sou quando sou alguma coisa? O que eu perco quando ganho algo? Sou tão contraditório nas minhas letras. Por isso crio pseudônimos, e já tenho muitos. Eu sou tantos eus que acabo não sendo nenhum; acabo virando um Frankstein com defeito. Acho que preciso de um Eu maior do que todos para poder me agarrar nele e dizer: “Eu sou você!” Porém não me existe esse Eu ainda e isso vai me torturar por um tempo, ou para sempre... Se eu fizer uma média dos meus eus, vou notar que sou uma piada sem graça; ou posso dizer que sou uma mão cheia de dedos, dedos atrofiados. Não sei se essa comparação serviu para me elucidar alguma coisa, mas é uma tentativa... E nas tentativas eu posso me encontrar ou me perder de vez. Para finalizar isso, só quero (se é que o querer genuíno realmente existe) dizer que pretendo acordar bem comigo todos os dias, seja qual for o Eu que estiver me acompanhando....
Imagem: my mind my wonderland by bittertaste no deviantart.com...
#ate_a_proxima


